Para viajar de Portugal às terras de Sua Majestade, é fundamental estar bem informado sobre os documentos e os requisitos para viajar para o Reino Unido desde Portugal. Após o Brexit surgiram novas exigências que alteraram a maneira como os cidadãos europeus, incluindo os portugueses, entram no país. Desde então, é necessário apresentar documentos específicos, como o passaporte biométrico, e a autorização eletrónica (ETA) obrigatória, além de mudanças nas regras de vistos e imigração. Portanto, é essencial entender as exigências atuais para garantir que a sua viagem ocorra sem contratempos.

Sumário
O que é necessário para viajar de Portugal para o Reino Unido?
Antes de organizar a sua mala, certifique-se de que cumpre todas as exigências legais e sanitárias em vigor para a sua chegada a Inglaterra, Escócia, País de Gales ou Irlanda do Norte.
| Requisito | Detalhes para os portugueses |
| Documento de identidade | Passaporte Biométrico obrigatório (o Cartão de Cidadão já não é aceite). |
| Validade do passaporte | Deve estar válido por toda a duração da estadia. |
| Autorização eletrónica | Autorização eletrónica (ETA) obrigatória antes do embarque. |
| Custo da ETA | £ 20 (aproximadamente 23,50 €), válida por 2 anos ou até ao passaporte expirar. |
| Isenção de visto | Sim, para turismo, visitas familiares ou negócios por períodos até 6 meses. |
| Cobertura de saúde | Aconselhada apólice privada completa (o CESD cobre apenas emergências públicas no NHS). |
| Documentos adicionais | Comprovativo de alojamento, bilhete de regresso e prova de meios financeiros. |
A entrada no Reino Unido exige agora a leitura digital do passaporte e a validação do registo prévio na plataforma governamental britânica antes do check-in na companhia aérea.
Para garantir total proteção contra cancelamentos de voos, despesas médicas imprevistas e perda de bagagem, é recomendável contratar uma cobertura para a sua viagem ao Reino Unido adaptada aos padrões de custos britânicos.

O que é a ETA e como se solicita?
A Autorização Eletrónica de Viagem (ETA) é um requisito digital introduzido pelo governo do Reino Unido para todos os cidadãos isentos de visto de curta duração. Para os cidadãos portugueses, a obrigatoriedade abrange turismo, negócios, estudos de curta duração ou trânsito aeroportuário.
Para submeter o seu pedido com sucesso, deve seguir estes passos na plataforma oficial:
- Aceda ao portal governamental britânico ou descarregue a aplicação oficial “UK ETA”.
- Tenha à mão o seu passaporte biométrico português válido e uma fotografia digital recente.
- Responda às perguntas de segurança e preencha os dados de contacto.
- Efetue o pagamento da taxa de £ 20 através de cartão bancário.
Como a ETA fica associada eletronicamente ao número do seu passaporte, se renovar o documento de identificação antes do prazo de dois anos, terá de solicitar e pagar uma nova autorização.
Quem necessita de visto e em que casos?
Os cidadãos portugueses geralmente não precisam de visto para visitar o Reino Unido em estadias de curta duração (até 6 meses). No entanto, existem situações específicas em que é necessário um visto formal:
- Negócios de longa duração ou investimento: através de vistos específicos como o Innovator Visa.
- Trabalhar no Reino Unido: seja através do Skilled Worker Visa para profissionais qualificados com proposta de trabalho, Temporary Worker Visa para funções temporárias ou Global Talent Visa para áreas científicas e culturais.
- Estudar por mais de 6 meses: exige a submissão do Student Visa, acompanhado da confirmação de aceitação por uma instituição de ensino reconhecida e prova de meios financeiros.
- Reagrupamento familiar ou residência: através do Family Visa ou do estatuto de residência permanente (Settlement).

É necessário passaporte para viajar de Portugal para o Reino Unido?
Sim, o passaporte biométrico é obrigatório para todos os cidadãos portugueses. O Cartão de Cidadão deixou de ser aceite após o Brexit. Embora a regulamentação britânica exija apenas que o passaporte esteja válido durante o período de permanência, é recomendável apresentar uma validade de pelo menos seis meses à data de partida para evitar qualquer questão no embarque.
Ao chegar ao destino, os agentes da Border Force podem solicitar documentos adicionais para comprovar a intenção da viagem:
- Comprovativo de meios financeiros (extrato bancário recente ou margem de cartão de crédito).
- Bilhete de regresso a Portugal ou itinerário de viagem.
- Reserva de hotel, alojamento local ou carta de convite de um residente.

Dicas para facilitar a sua viagem ao Reino Unido
- Verifique os requisitos com antecedência: consulte fontes oficiais como o Portal das Comunidades Portuguesas antes de viajar para confirmar se houve alguma alteração de última hora nas regras de entrada.
- Esteja preparado para o controlo de fronteira: tenha à mão os comprovativos de alojamento e o bilhete de regresso caso seja questionado pelos agentes de imigração.
- Atenção à mudança de clima: o tempo no Reino Unido é notoriamente instável, pelo que é recomendável levar vestuário adequado para a chuva em qualquer época do ano.
- Viaje com proteção médica: garanta uma apólice que cobre especificamente a sua viagem para ter apoio em português e atendimento em clínicas privadas sem custos inesperados.
Antes de fazer as malas para a sua próxima estadia em terras britânicas, simule a nossa cobertura para a sua viagem e garanta o apoio médico e técnico necessário para explorar o Reino Unido com total tranquilidade.
Seguro de viagem para o Reino Unido
Perguntas frequentes sobre viajar para o Reino Unido
Não. Para estadias turísticas, de negócios ou de estudos curtos até seis meses não é necessário visto, mas é obrigatório obter a autorização eletrónica (ETA) antes do embarque.
Não. O Cartão de Cidadão deixou de ser aceite como documento de viagem para o Reino Unido após o Brexit, sendo obrigatório apresentar passaporte biométrico válido.
Não. A ETA é uma autorização prévia para embarcar com destino ao país, mas a decisão final de entrada cabe sempre aos agentes de imigração no controlo de fronteira.
O CESD continua a ser aceite nos hospitais públicos do NHS para cuidados de urgência, mas não cobre consultas em clínicas privadas, medicamentos ambulatórios nem o repatriamento para Portugal.
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