Organizar uma viagem pela União Europeia transmite tranquilidade. A proximidade geográfica e a ausência de fronteiras no Espaço Schengen trazem um sentimento de conforto. Além disso, a existência do Cartão Europeu de Seguro de Doença cria a ideia de proteção total.
Contudo, muitos viajantes assumem que este documento gratuito da Segurança Social substitui um seguro privado. Na verdade, a realidade mostra o contrário. Embora o cartão seja um aliado valioso, as suas limitações deixam descobertas situações muito frequentes.
Por essa razão, agrupámos as diferenças entre o cartão público e a apólice privada em três eixos essenciais. Analisamos os custos do próprio bolso, o acesso à rede de saúde e os serviços de regresso a Portugal. Assim, conseguirá avaliar o seu nível real de proteção antes de embarcar.
Sumário
Como funciona o Cartão Europeu de Seguro de Doença?
O Cartão Europeu de Seguro de Doença é um documento individual e gratuito. Ele garante o acesso a cuidados de saúde públicos durante uma estadia temporária. A cobertura abrange os 27 Estados-Membros da União Europeia, Islândia, Liechtenstein, Noruega, Suíça e Reino Unido.
Você pode pedir o cartão facilmente através do portal da Segurança Social Direta. A Segurança Social envia o documento para a sua morada em cerca de sete dias úteis.
Dica: o Cartão Europeu de Seguro de Doença não substitui um seguro de viagem privado, pois apenas dá acesso aos serviços de saúde públicos do país visitado e sob as mesmas condições que os residentes locais.
Ao utilizar o cartão no estrangeiro, você acede aos hospitais do sistema público local. Contudo, esta garantia significa que estará sujeito às mesmas regras do país. Portanto, enfrentará as mesmas listas de espera e taxas que os cidadãos locais pagam diariamente.

Onde o cartão público não consegue chegar
A principal limitação do sistema público europeu reside nas diferenças entre cada país. O Serviço Nacional de Saúde em Portugal tem características próprias. No entanto, os restantes países da Europa cobram frequentemente pelos serviços de urgência.

Existem três cenários comuns em que a utilização exclusiva do cartão pode custar caro:
- Copagamentos e taxas moderadoras não reembolsáveis: em países como França ou Suíça, o utente paga uma parte do internamento. O cartão garante o acesso ao hospital. No entanto, você terá de pagar esse valor do seu bolso sem direito a reembolso em Portugal.
- Ausência total de repatriamento e evacuação sanitária: um acidente grave pode exigir o regresso a Portugal em avião sanitário. Contudo, nem o Estado Português nem o país de acolhimento pagam este transporte. Por isso, o custo de uma evacuação médica pode atingir dezenas de milhares de euros.
- Restrição ao sistema privado de saúde: o cartão não funciona em clínicas ou hospitais privados. Além disso, a maioria das estâncias de férias e zonas turísticas dispõe apenas de médicos privados.
CESD vs. seguro de viagem
Para compreender de forma simples o alcance de cada opção durante a sua viagem, consulte o resumo de coberturas abaixo:
| Cobertura / Serviço | Cartão Europeu (CESD) | Seguro de Viagem Heymondo |
| Custo de emissão | Gratuito (através da Segurança Social) | PAGO (com base nos dias de viagem) |
| Acesso à rede pública | Sim, nas mesmas condições dos locais | Sim |
| Acesso à rede privada | Não coberto (salvo raras exceções) | Sim, incluído na rede parceira |
| Copagamentos no destino | Suportados pelo utilizador | Cobertos até ao limite da apólice |
| Repatriamento sanitário | Não coberto | Incluído por motivos médicos |
| Extravio de bagagem | Não coberto | Coberto (conforme o plano) |
| Apoio 24h em português | Não aplicável | Incluído via app e telefone |
Perguntas frequentes sobre qual é a melhor opção
A Segurança Social entrega o cartão físico na sua morada em cerca de sete dias úteis. No entanto, se a viagem for antes desse prazo, existe uma solução. Você pode emitir o Certificado Provisório de Substituição (CPS) na Segurança Social Direta. Este documento digital garante exatamente os mesmos direitos do cartão.
Não elimina. Por isso, o mais recomendável é viajar munido de ambos os documentos. O Cartão Europeu garante os seus direitos no sistema público. Por outro lado, o plano de seguro de viagem internacional cobre os copagamentos, a rede privada, o repatriamento e os problemas com bagagens.
Depende do país onde se encontra. Se o sistema público local exigir taxas moderadoras ou copagamento, você terá de pagar esse valor no local. O cartão apenas garante que não pagará mais do que um residente local.
O equilíbrio ideal para a sua tranquilidade na Europa
Pedir o Cartão Europeu de Seguro de Doença é uma decisão indispensável. Trata-se de um direito gratuito que deve acompanhar sempre os seus documentos. Contudo, depender apenas deste cartão é um risco. Você terá de suportar todos os custos fora da rede pública, como copagamentos ou repatriamento.
Portanto, a forma mais segura de viajar é combinar o cartão público com um seguro privado. Deste modo, garante assistência médica imediata na rede privada e sem burocracias. Além disso, conta com atendimento rápido no seu próprio idioma.
Antes de fazer as malas, simule a nossa cobertura para a Europa e viaje com apoio total 24 horas por dia.
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